• Nascer Amor

Ouvi estes dias que estamos vivendo uma "Guerra Feminina", refleti muito sobre esta frase. Encontro verdades nela. Esta Pandemia em que vivemos nos ativa o "in", o interno, o introspectivo.

Esta fase desafiadora em que vivemos nos leva para dentro, dentro de casa, inicialmente, mas pra quem consegue ir mais a fundo, ela nos leva para dentro de nós!

E assim, recolhidos, afloram nossos medos, nossas ansiedades, nossas angústias, mas aflora também tanto amor, tempo, mais intimidade nas relações mais desafiadoras que são com as pessoas mais próximas.


Observo o masculino de nossos governantes se degladiarem tentando conduzir o país pra lá ou pra cá, as vozes femininas caladas e oprimidas neste governo. Reflito o gigantesco papel, mais uma vez, silencioso das mulheres. Introspectivamente, em cada uma de nossas casas estamos lutando a boa luta. O que é possível a cada dia. Mantendo vivos nossos filhos, gerando vida em meio as incertezas. Nós mulheres nunca deixamos de gerar ou manter a vida, somos criadoras.


Sinto muito em meu coração por cada mãe que perdeu filhos pra esta pandemia e por cada cada filho que, sem poder se despedir, perdeu sua mãe.


Que possamos criar as condições para permanecermos em casa, que possamos, neste dia tão especial respeitar nossas mães em isolamento social. Iremos vivenciar, quem sabe, o dia das Mães mais feminino, na energia de introspecção, na ligação real e mais forte que há entre nós que é o amor, amor que supera distâncias físicas e dimencionais.


Que neste dia, cada uma de nós possa sentir, em nossos corações, o poder de nossas mães. O poder das nossas Ancestrais. A força, as batalhas silenciosas, as conquistas, a criação, o amor. E que isso nos impulsione para continuarmos gerando, mantendo, atraindo, vivendo em nossos mais profundos e sagrados femininos.


Gabriela Müller



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  • Nascer Amor





Este resumo foi feito pela Doula Gabriela Müller e foi compartilhado no Encontro Virtual de Doulas Nascer Amor!


Se você é Doula e tem vontade de se juntar a esta rede, fique atenta ao instagram @nasceramor para próximas datas.








Revisão Biblioteca Cochrane segurança Parto Domiciliar x Parto Hospitalar


Porcentagem de Necessidade de Transferência por Hemorragia 0,5%

Emergência Geral 0 a 5%

Emergência por Batimento Fetal 1 a 3%

Transferência por dificuldade respiratória Neonatal 0,5 a 1,5%


Taxa de Transferência no Primeiro Parto 10 a 30%

Taxa de Transferência quando já teve Parto 6 a 12%


Revisão de 8 estudos Gestantes de Baixo Risco

14 mil partos domiciliares e 30 mil Hospitalares

Pra quem PLANEJOU parto domiciliar:


2 vezes mais chance de Parto Espontâneo

Taxa de cesárea cai pela metade

Diminui taxa de:

Hemorragia, Parto Prolongado, Distócia, Receber Intervenção


1 em cada 1.000 é a taxa de morte ao nascer tanto para parto domiciliar.


Nova Live de Maira Libertad dia 11/04 às 11:00 no instagram @maira_libertad


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Como você tem acompanhado aqui na Rede Nascer Amor, nós Doulas estamos tendo encontros periódicos para nos atualizarmos em meio a Pandemia.


Há pedidos estou disponibilizando dois resumos de Lives que fizeram sucesso no Universo da Humanização:





Resumo feito pela Doula Tarsila Leão com modificações de texto por Gabriela Müller sobre a Live da Dra Melania Amorim com o Dr Ricardo Chaves, em 01/04/2020 pelo instaram:

* NÃO ENGRAVIDE!!!* Recado repetido diversas vezes durante a live;

• Gestantes sem covid19, segue protocolo habitual, mas na internação, devido a necessidade de reduzir a presença de pessoas circulando no serviço, na cena de parto, é importante reduzir para um acompanhante por parturiente (garantir esse direito) e visitas devem ser proibidas para não aumentar possibilidade de contagio sua e levando possibilidade de contagio para mãe e bebê;

• Proibidos fotógrafos em maternidades, o acompanhante escolhido fotografa;

• Critérios para parto domiciliar devem seguir os critérios que já existem, não há consenso da necessidade de um exame de usg morfológica para parto domiciliares, não há evidencia que esse exame melhore os desfechos perinatais;

• Gestante assintomática, sem síndrome gripal, n precisa usar máscara no trabalho de pato. A paramentação dos profissionais de saúde é diferente dos pacientes porque eles estão lidando com pessoas positivas e não positivas;

• Manter calendário vacinal. Gestantes e puérperas precisam receber vacina de H1N1, pois irá facilitar o diagnóstico diferencial e também pra diminuir as doenças nesse momento;

• Pré-natal e consulta de seguimento pós parto não deve aglomerar mulheres numa sala, principalmente com sintomas, é preciso área especifica para nõa haver exposição, com local ventilado... Recomendam espaçar mais as consultas, quando possível, e usar telemedicina (já liberada pelo CFM), principalmente em gestações de alto risco. Talvez esteja surgindo um outro modelo de atendimento interessante, mas é preciso se estruturar pra isso;

• Para todas as mulheres sem covid19, estimular alta precoce sempre q possível, mas as com covid19 só com segurança de evolução satisfatória;

• Garantir humanização do cuidado e n exacerbar um cenário que já foi tão evidenciado de violência;

• Humanização do cuidado garantido, mas com toda precaução. Não se deve antecipar partos, e não fazer cesariana quando a pandemia estiver mais adiante, pra n lotar os hospitais nesse momento de aumento dos casos e reestruturação;

• Recomendação: assistência ao parto siga protocolos da OMS, mas a mulher usando máscara durante todo trabalho de parto, independente de covid19 ou não. Profissionais devidamente paramentados;

• Profissionais gestantes e que amamentam saiam da linha de frente! Elas precisam ser protegidas e trabalhar de outra forma. Saiu uma decisão do supremo de afastá-las dos locais insalubres e recolocação em trabalho remoto ou outro setor;

• Mulheres com covid19 precisam evitar procedimentos desnecessários (ex. Episiotomia) para n aumentar risco de contato;

• A maioria dos guidelines estimulam a amamentação, mesmo em tempo de coronavirus. Porém com ligadura do cordão em momento oportuno e há uma discrepância sobre o contato pele a pele. Melania propõe assepsia de todo colo e peito da mãe logo após o nascimento antes de colocar o bebê no pele a pele e com uso de máscara, pra evitar a transmissão mãe – bebê.

• Amamentação: o vírus se transmite pela respiração e contato físico, o leite materno não passa a doença, mas é preciso ter um cuidado com a paramentação materna em casos positivos: higiene das mãos, unhas bem cortadas, nenhum adorno pra não carregar o vírus fisicamente e máscara cirúrgica muito bem posicionada. A amamentação é uma proteção pro bebê. Desmamar um bebê por causa do Covid19 é expor o bebê ao risco da queda de sua imunidade. Porém, é importante orientar a mãe para amamentar paramentada, pois elas irão pra casa ainda covid19 positiva, n vão passar 14 dias no hospital, e esse bebê pode se contaminar em casa e se tiver uma febre, vai voltar pra unidade e com menos de 28 dias com febre vai internar na UTI neonatal. Os governantes devem garantir essa paramentação às mães positivas;

• Gestante Covid19 positivo precisa ficar distante das que não são e profissionais paramentados o tempo todo;

• Algumas gestantes positivas podem não ter uma boa situação de saúde (ex. Não saturando bem), e aí se fazer uma cesárea necessária;

• Gestante com a Covid19 não é indicação de cesárea, não é para antecipar o parto pra não correr o risco de tirar bebês prematuros ou termo precoce pra também não super lotar as maternidades;

• Reinfecção: possivelmente dá imunidade. Entretanto, algumas pessoas que tiveram a covid19 podem ficar com o vírus no organismo durante um tempo e dias ou semanas depois, podem voltar a apresentar sintomas, possivelmente, em algum momento da trajetória elas vão virar sorologicamente e ficar imunes, portanto, no contexto da pandemia não é recomendado engravidar, não só pelos riscos na gestão, mas também pra não sobrecarregar o serviço de saúde. E mesmo quando a pandemia terminar, deve-se esperar algumas semanas para engravidar. Pois ainda não sabemos quais repercussões de covid19 há na gravidez, podem haver complicações (prematuridade, restrição de crescimento q precisará ser mais monitorada, alguns artigos indicando contaminação vertical, ruptura prematura das membranas....). Há vídeo no youtube de Melania com mais informações sobre isso;

• Contracepção em tempos de pandemia é essencial;

• Testes de rastreamentos para diabetes devem ser mantidos, mas os laboratórios precisam reformatar o teste diagnostico, normalmente a mulher fica isolada numa sala de laboratório. Talvez, nesse momento seja preciso usar mascara ao sair de casa, por passar muito tempo fora de casa, mas não há estudos;

• Onde estão montados as estratégias, os espaçamentos físicos são importantes pra contenção. Pacientes positivas devem estar separadas daquelas não positivas;

• Há uma nova norma falando de espaçamento de um metro de distância, mas preferível ambiente com ventilação de janela e não ar condicionado;

• Fazer simulação/treinamento com as modificações que devem fazer do uso dos EPIs, no cenário do parto .

• Especula que a quantidade habitual de anticorpos que há no leite materno, faz com que os bebês estejam protegidos contra outras infecções, n especificamente contra esse vírus. Ainda estão sendo mais estudos. Entretanto, a mulher que não amamentar e estiver positiva vai ter trabalho extra, pq a mulher positiva para covid19 vai ter o trabalho de usar máscara e ainda esterilização de mamadeiras... A amamentação deve ser estimulada!

• Há uma recomendação para que profissionais que atendam covid19 passem pelo menos 48h antes de atender outros tipo de pacientes, mas é algo ainda difícil para eles e para o serviços de saúde. A recomendação seria ter profissionais exclusivos para atendimentos de gestantes positivas. Há locais fazendo triagem específica para pessoas com sintoma, antes da entrada no serviço;

• Ainda não há estudos de que a placenta seja vitrine da infecção, marcador de infecção vertical. Há um relato de caso que a face materna parecia revelar alguma infecção e a face fetal não, talvez a placenta funcionando como barreira/intercessão. É preciso mais estudos, pois quase todos os estudos de transmissão vertical não estudaram bem a placenta

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